13.08.26

Unem participa de painel sobre integração entre cana e milho na FenaBio 2026

 

O presidente da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Amaury Pekelman, participou na quarta-feira (12), do painel “Cana e milho: complementares ou rivais?”, durante a programação da FenaBio 2026, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP). O debate integra a programação realizada de 11 a 14 de agosto e considerada uma das principais plataformas de discussão sobre bioenergia, inovação e transição energética no país.

A participação de Pekelman coloca o etanol de milho no centro de uma discussão estratégica para o desenvolvimento da bioenergia brasileira. “O Brasil construiu, ao longo dos últimos 50 anos, uma trajetória singular no desenvolvimento de biocombustíveis. Desde a criação do Proálcool, em 1975, a cadeia sucroenergética desenvolveu um dos sistemas mais eficientes do mundo, ao combinar produtividade agrícola, inovação industrial e sustentabilidade. Esse legado criou as bases institucionais, regulatórias e tecnológicas que permitiram, décadas depois, o surgimento de uma nova fronteira de crescimento capitaneada pelo etanol de milho”, afirmou Amaury.

Mais do que estabelecer uma relação de competição entre as duas culturas, o debate permitiu discutir as características, oportunidades e diferentes modelos de produção de cada cadeia. A integração dessas diferentes vocações produtivas amplia as possibilidades para que o Brasil avance na produção de energia renovável em escala. “Ao mesmo tempo, a complementaridade entre cana e milho oferece uma vantagem distintiva no cenário mundial: a produção contínua de etanol ao longo de todo o ano. Enquanto a cana apresenta maior concentração de moagem em determinados períodos, o milho permite manter as usinas em operação durante a entressafra, especialmente nas biorrefinarias flex. Essa característica reduz a sazonalidade da oferta e aumenta a previsibilidade do abastecimento nacional,” complementou o presidente.

A discussão ocorre em um momento especialmente relevante para o setor. Desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passou de 30% para 32% (E32), elevando a demanda pelo biocombustível e reforçando a importância de uma oferta diversificada e capaz de acompanhar o crescimento do mercado.

Nesse contexto, a participação da UNEM na FenaBio contribui para ampliar a presença do etanol de milho nas discussões que definem os próximos caminhos da bioenergia no Brasil. A conferência reuniu especialistas, lideranças e tomadores de decisão para discutir inovação, tendências e desenvolvimento sustentável, criando um ambiente de diálogo entre diferentes segmentos da cadeia energética.

 

Assessoria de Comunicação – Unem
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