O setor do etanol de milho e cereais brasileiro é reconhecido mundialmente pela sustentabilidade de seu modelo produtivo, que utiliza como fonte de energia biomassa, matéria-prima renovável e pouco poluente. Além disso, a alta tecnologia das biorrefinarias viabilizam um maior rendimento industrial e disponibilização de produtos que vão além do biocombustível, como DDG/DDGS, óleo de milho e bioeletricidade.
Fluxograma Industrial

Etanol de Milho e Cereais

O etanol de milho é um biocombustível utilizado, principalmente, na mobilidade urbana, em veículos de passeio. Recentemente, com a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, outros veículos e meios de transportes estão adaptando seus motores para que possam utilizar o etanol como fonte de energia, como é caso de ônibus, aviões e embarcações.
DDG /DDGS
O DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles – Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e o WDG (Wet Distillers Grains – Grãos Úmidos de Destilaria) são grãos de milho secos por destilação originados na indústria de etanol de milho. Estes são alguns dos farelos altamente proteicos produzidos por este setor e utilizados como fonte de alimento na criação de animais como bovinos, suínos, equinos, aves, peixes e pets.
Com a expansão do mercado do etanol de milho no Brasil, os farelos começam a ser ofertados no mercado nacional e internacional, com importância crescente, principalmente para a produção de proteínas de origem animal para o consumo humano, bem como a alimentação dos animais de companhia.
Óleo de Milho

O óleo técnico de milho é um produto estratégico originado nas biorrefinarias de etanol de milho, ampliando o aproveitamento industrial do grão e reforçando os princípios de eficiência e circularidade do setor. Para cada tonelada de milho processada, aproximadamente 19 kg de óleo são recuperados e direcionados para aplicações de alto valor agregado.
Reconhecido internacionalmente como uma importante matéria-prima para a produção de combustíveis renováveis, o óleo técnico de milho é utilizado na fabricação de biodiesel (FAME), óleo vegetal hidrotratado (HVO – Hydrotreated Vegetable Oil) e Combustível Sustentável de Aviação (SAF – Sustainable Aviation Fuel). Quando certificado por sistemas reconhecidos globalmente, como o ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), esse produto contribui para cadeias de abastecimento com elevados padrões de rastreabilidade e sustentabilidade, atendendo à crescente demanda mundial por soluções de baixa intensidade de carbono.
A valorização do óleo técnico de milho evidencia a capacidade das biorrefinarias brasileiras de atuarem como plataformas integradas de produção, maximizando a utilização dos recursos, diversificando mercados e ampliando a contribuição do etanol de milho para a transição energética global. Dessa forma, o setor fortalece seu papel na promoção da inovação, da bioeconomia e da descarbonização dos transportes.
Bioeletricidade
As usinas de etanol de milho utilizam biomassa para produção de energia elétrica e o excedente desta é distribuído para a rede de distribuição de energia.