22.10.26
UNEM participa de encontro da Bloomberg sobre os próximos ciclos do agronegócio brasileiro
Andréa Veríssimo acompanhou debates sobre biocombustíveis, mercado de proteínas e oportunidades para o setor de etanol de milho

A diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Andréa Veríssimo, participou ontem (21) do Farm, Food & Fuel Brazil 2026, evento promovido pela Bloomberg, em São Paulo (SP). Com o tema “O Próximo Ciclo e as Novas Dinâmicas do Agro Brasileiro”, o encontro reuniu profissionais dos setores de agronegócio, finanças e indústria para discutir tendências, desafios e oportunidades que devem influenciar o desenvolvimento do setor nos próximos anos.
A programação abordou questões estratégicas para a cadeia do etanol de milho, como as perspectivas para os biocombustíveis, a disponibilidade de matérias-primas, a capacidade industrial e os investimentos necessários para acompanhar o crescimento da demanda. O evento também incluiu discussões sobre o mercado de DDG/DDGS, produto de biorrefinarias utilizados na nutrição animal, além de oportunidades comerciais, acesso a mercados internacionais e mudanças nas dinâmicas do setor de proteínas. No painel, Veríssimo participou ao lado de André Nassar, da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), e Rodrigo Galli, da FS Fueling Sustainability.
“Participar do Bloomberg Farm, Food & Fuel foi uma oportunidade de mostrar que o DDG/DDGS deixou de ser um produto regional e se tornou uma proteína estratégica para o Brasil, com dois mercados que se reforçam: o doméstico e o internacional. O novo padrão oficial de qualidade do MAPA fortalece nossa credibilidade junto aos compradores, e o nosso trabalho com a ApexBrasil é aproveitar a força da demanda chinesa sem depender de um único destino, abrindo espaço na Turquia, no Sudeste Asiático, na Europa e em outros mercados estratégicos. A produção deve chegar a 5,71 milhões de toneladas na safra 2026/27, 18% a mais que na safra passada, e ainda assim o desafio hoje não é sobra de produto, mas a garantia da oferta regular e contratada, além da inclusão nas dietas de monogástricos e expansão nacional do uso dos produtos. O mercado interno segue sendo o principal, enquanto a exportação, que cresceu quase 39% até setembro, tornou-se parte estrutural do equilíbrio”, afirmou Andréa.
A programação também contemplou novas rotas de combustíveis de baixo carbono, como o diesel renovável e o combustível sustentável de aviação (SAF), além dos efeitos das mudanças nas políticas internacionais de biocombustíveis sobre o Brasil. Esses temas integram as discussões sobre o potencial brasileiro para atender à demanda por soluções energéticas de menor intensidade de carbono.
Para a UNEM, a participação em encontros que aproximam representantes do agronegócio, da indústria e do mercado financeiro contribui para acompanhar as transformações do setor e os fatores que podem influenciar a competitividade e as oportunidades de desenvolvimento da indústria brasileira de etanol de milho.
Assessoria de Comunicação – UNEM