01.10.2026
TECO 2026 reúne UNEM e associados em discussões sobre os novos caminhos do etanol de milho
Organizado pela Novonesis, evento reuniu representantes da cadeia do etanol de milho em debates sobre crescimento, eficiência, descarbonização, coprodutos e novos mercados

A indústria brasileira de etanol de milho esteve amplamente representada no TECO 2026, realizado nos dias 29 e 30 de setembro, no Grand Hyatt São Paulo. Organizado pela Novonesis, empresa associada à União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o evento reuniu representantes de diferentes elos da cadeia para discutir os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento da indústria.
A UNEM esteve presente com seu presidente-executivo, Amaury Pekelman, a diretora de Relações Internacionais, Andréa Veríssimo, e a coordenadora de Comunicação, Aline Lionzo, acompanhando os debates e representando institucionalmente a entidade ao longo da programação.
A presença da entidade ocorreu ao lado de uma participação expressiva de seus associados. Novonesis, Inpasa, FS, CerradinhoBio, Neomille, ICM e Alvorada Bioenergia estiveram representadas em diferentes painéis, levando ao evento perspectivas sobre crescimento da indústria, eficiência, tecnologia, sustentabilidade, operações e novos mercados.
Crescimento e eficiência no centro das discussões
O primeiro painel do TECO 2026, “Crescimento do Setor”, discutiu as tendências do mercado e seus impactos sobre a rentabilidade da indústria. Entre os participantes esteve Edson Lopes, CEO da Inpasa, que contribuiu para o debate sobre o crescimento do setor. A programação também contou com Fabrício Leal, responsável pela área de Bioenergia para a América Latina da Novonesis.
O debate ocorreu em um momento de expansão da indústria brasileira de etanol de milho, marcado pelo aumento da capacidade instalada, pela entrada de novos projetos e pela busca por maior eficiência ao longo da cadeia.
Eficiência, carbono e novos mercados
As discussões avançaram, ainda no primeiro dia, para a relação entre eficiência produtiva, intensidade de carbono e expansão dos mercados para o etanol. No Painel 2 – “O Futuro da Eficiência, do Carbono e do Mercado de Etanol”, representantes da Novonesis e da FS participaram de uma discussão sobre os caminhos para ampliar a eficiência e a competitividade do biocombustível.
Pela Novonesis, participaram Marcos Duda Schmitz, gerente de Desenvolvimento de Negócios, e Kim Bertz, gerente Global de Marketing. Pela FS, Daniel Lopes, vice-presidente executivo de Sustentabilidade e Novos Negócios, apresentou perspectivas relacionadas à expansão do etanol brasileiro e às oportunidades associadas à descarbonização.
Entre os caminhos apresentados estão o avanço dos mandatos de mistura em diferentes países, novas possibilidades de utilização do etanol nos transportes e o desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução das emissões de carbono. Daniel Lopes também apresentou a iniciativa de BECCS, em Lucas do Rio Verde (MT), que prevê a captura e o armazenamento permanente do CO₂ gerado na produção do biocombustível, como parte de sua estratégia de descarbonização do setor.
Coprodutos ampliam as oportunidades da indústria
O segundo dia do TECO trouxe uma programação dedicada à expansão e valorização dos coprodutos, com destaque para DDG e DDGS e sua inserção em novos mercados. O Painel 4 – “Expansão de coprodutos: amadurecimento de novos mercados” reuniu representantes da Novonesis, ADM e ILL Consultoria para discutir estratégias relacionadas à expansão dos mercados de coprodutos, incluindo transformação de mercados, adoção do DDG/DDGS, qualidade, consistência e valor.
A discussão reforçou a importância dos coprodutos dentro do modelo de negócios das biorrefinarias e a possibilidade de ampliar sua participação em mercados nacionais e internacionais.
Escala exige novos modelos de operação
O crescimento da indústria também foi abordado sob a perspectiva das operações industriais. No Painel 5 – “Desafios das Operações em Grande Escala: Pessoas, Processos e Desempenho”, German Mangini, gerente Industrial da Alvorada Bioenergia, participou da discussão sobre a construção de operações industriais de alta performance.
O painel colocou em evidência aspectos relacionados a pessoas, processos e desempenho, elementos fundamentais para uma indústria que amplia sua escala e passa a operar plantas cada vez mais complexas.
Na sequência, o Painel 6 – “Modelos Operacionais: Resultados Além do Convencional” contou com a participação de Sebastião Abílio de Castro Junior, diretor Industrial da Neomille, em um debate sobre integração de cadeia e modelos operacionais.
A discussão encerrou a programação técnica abordando a necessidade de desenvolver modelos capazes de acompanhar a evolução tecnológica e empresarial das biorrefinarias e gerar resultados para além dos indicadores tradicionais.
Um setor que amplia seus horizontes
Ao longo dos dois dias, o TECO 2026 colocou em discussão diferentes dimensões da transformação pela qual passa o etanol de milho brasileiro. Crescimento, eficiência, intensidade de carbono, novas aplicações, coprodutos, mercados internacionais e operações em escala estiveram entre os principais temas da programação.
A participação da UNEM e de seus associados demonstra a maturidade da indústria brasileira nas discussões sobre o futuro da bioenergia e sobre as oportunidades que surgem à medida que o etanol de milho amplia sua relevância na agenda de transição energética.
Assessoria de Comunicação – UNEM
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