22.07.26
Posicionamento sobre E32

A União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) manifesta seu apoio à adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), medida que representa mais um passo consistente na política brasileira de valorização dos biocombustíveis, fortalecimento da segurança energética e redução das emissões de gases de efeito estufa.
A decisão não decorre de uma iniciativa isolada ou experimental, é resultado de anos de estudos técnicos, avaliações laboratoriais e testes em condições reais de utilização, conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pelo programa Combustível do Futuro. As análises abrangeram aspectos como desempenho dos motores, dirigibilidade, consumo, emissões, partida a frio, estabilidade do combustível e durabilidade dos sistemas automotivos.
Dessa forma, é importante esclarecer que a adoção do E32 não representa um salto tecnológico, mas sim uma evolução natural de um processo que já vinha sendo estudado e validado tecnicamente há vários anos. Além disso, a medida está em consonância com a Lei do Combustível do Futuro, que estabeleceu as bases para a ampliação gradual da participação do etanol na gasolina, prevendo a possibilidade de elevação da mistura para até 35% (E35), desde que atendidos os requisitos técnicos e de segurança.
Além da segurança técnica, o aumento da participação do etanol na gasolina traz benefícios estratégicos para o Brasil. A maior utilização de um combustível renovável produzido internamente reduz a dependência das importações de gasolina, amplia a previsibilidade do abastecimento nacional, fortalece a soberania energética e contribui para a estabilidade do mercado de combustíveis diante das oscilações internacionais do petróleo.
Os benefícios da medida também se refletem no desenvolvimento econômico e social do país, por meio da geração de empregos, contribuindo para dinamizar as economias locais e ampliar oportunidades em diferentes regiões brasileiras.
Sob a perspectiva ambiental, o E32 representa mais um avanço na agenda de descarbonização da matriz energética brasileira. O etanol é reconhecido mundialmente como um dos biocombustíveis com maior capacidade de redução das emissões de carbono no setor de transportes, contribuindo para que o Brasil cumpra seus compromissos climáticos e amplie sua liderança global em bioenergia.
A UNEM reforça que decisões relacionadas à política de combustíveis devem estar fundamentadas em evidências científicas e dados técnicos. Os estudos que subsidiaram a evolução da mistura demonstram que o aumento para o E32 foi precedido por criteriosa avaliação técnica, garantindo segurança aos consumidores e previsibilidade ao mercado.
Nesse contexto, a UNEM considera que a adoção do E32 representa um avanço consistente para o país, conciliando segurança técnica, benefícios econômicos, ganhos ambientais e fortalecimento da produção nacional de biocombustíveis. A entidade continuará acompanhando a implementação da nova mistura e colaborando com os órgãos públicos e demais agentes da cadeia de combustíveis para assegurar que a expansão do uso do etanol ocorra com base em critérios técnicos, transparência e inovação.
O E32 reforça a posição do Brasil como referência mundial no uso de combustíveis renováveis e demonstra a capacidade do país de avançar simultaneamente em segurança energética, competitividade econômica e descarbonização.
Assessoria de Comunicação – Unem
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