14.08.25

Guilherme Nolasco destaca expansão do etanol de milho e potencial dos coprodutos no Fastmarkets

Presidente executivo da Unem participa da primeira edição sul-americana do Feedstocks & Biofuels, em São Paulo

 

O presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, participou nesta quinta-feira (14) como palestrante do evento internacional Feedstocks & Biofuels South America 2025, promovido pela Fastmarkets no Renaissance Hotel, em São Paulo (SP).

A conferência, que teve sua primeira edição na América do Sul, reuniu lideranças do setor de biocombustíveis e matérias-primas para debater o futuro do segmento diante da crescente demanda global por energia renovável, especialmente etanol, biodiesel, diesel renovável e SAF (combustível sustentável de aviação).

Nolasco integrou o painel realizado entre 14h30 e 15h, com o tema “Etanol de milho e DDG/DDGS: como a crescente produção de etanol pode complementar a oferta de ração”. Em sua apresentação, ele destacou como a expansão do etanol de milho no Brasil vem contribuindo não apenas para a descarbonização da matriz energética, mas também para o fortalecimento da cadeia de proteína animal por meio da produção de DDG e DDGS, coprodutos valorizados como alternativa de ração.

De acordo com projeções apresentadas por Nolasco, a produção de etanol de milho no Brasil alcançou aproximadamente 8,2 bilhões de litros na safra 2024/25, e deve avançar para cerca de 9,9 bilhões de litros na safra 2025/26. Já a produção de DDG/DDGS, utilizados na nutrição animal, está estimada em 4,83 milhões de toneladas na safra 2025/26, com projeções de chegar a 10,39 milhões de toneladas em 2034/35.

O avanço do setor também tem gerado impactos positivos na pecuária brasileira. No Mato Grosso, por exemplo, o uso de DDG/DDGS tem contribuído para a redução da idade de abate de bovinos e o aumento da produtividade por hectare, promovendo uma intensificação sustentável da produção de proteína animal.

Além de atender ao mercado interno, a Unem vem estruturando, em parceria com a ApexBrasil, um projeto de internacionalização do setor, com foco em países estratégicos como China, Japão, Reino Unido e Indonésia. O objetivo é ampliar o valor exportado, o número de empresas exportadoras e o reconhecimento global do etanol de milho brasileiro e seus derivados.

“O etanol de milho é muito mais do que combustível. É uma engrenagem vital da bioeconomia brasileira. Ao mesmo tempo em que entregamos energia limpa, ajudamos a garantir segurança alimentar, agregamos valor à produção agrícola e geramos oportunidades para a exportação dos nossos coprodutos”, afirmou Guilherme Nolasco.

Participações do setor

Ainda pela manhã, no mesmo painel, participaram também representantes de entidades estratégicas para o setor. O presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André M. Nassar, apresentou um panorama sobre as perspectivas para a produção de biocombustíveis e ração animal na América do Sul. Ao seu lado, o diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) — associada institucional da Unem —, Bernhard Leisler Kiep, trouxe a visão dos produtores sobre os desafios e oportunidades desse mercado.

A participação da Unem no evento reforça o posicionamento da entidade como voz ativa no debate global sobre transição energética e soluções sustentáveis para o agronegócio brasileiro.

Assessoria de Comunicação – Unem
ascom@etanoldemilho.com.br