14.07.26

E32 impulsiona mercado de etanol e fortalece caminho para a evolução do Combustível do Futuro

Decisão do CNPE amplia temporariamente a mistura de etanol na gasolina e cria condições para o avanço rumo ao E35

 

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta terça-feira (14), de elevar temporariamente de 30% para 32% o percentual de etanol anidro na gasolina representa mais um avanço na política brasileira de biocombustíveis. Para a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), a medida amplia o mercado para o etanol brasileiro, fortalece a segurança energética nacional e reforça as bases para a próxima etapa prevista na Lei do Combustível do Futuro: a evolução para o E35.

Com validade inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, a nova mistura deverá acrescentar aproximadamente 1 bilhão de litros por ano à demanda por etanol anidro, criando um ambiente de maior previsibilidade para investimentos em toda a cadeia produtiva.

O avanço também ocorre em um cenário de maior instabilidade no mercado internacional de petróleo, o que confere importância à produção nacional na missão de reduzir a importação de gasolina e ampliar a utilização de combustíveis renováveis produzidos no Brasil.

Nos últimos meses, a política de mistura de etanol registrou uma evolução significativa. Em menos de um ano, o percentual obrigatório passou de 27% para 32%, um avanço de cinco pontos percentuais que representa cerca de 2,25 bilhões de litros anuais adicionais de etanol anidro incorporados ao mercado brasileiro. A expansão das biorrefinarias de milho, aliada à tradicional produção de etanol de cana-de-açúcar, oferece ao país capacidade para atender a esse crescimento de forma segura, competitiva e complementar.

Um passo importante, mas não o destino final

Para a UNEM, a implementação do E32 deve ser encarada como uma etapa transição para um objetivo maior. O caráter temporário da medida permitirá acompanhar sua implementação enquanto são concluídos os estudos técnicos voltados à avaliação de misturas com maior teor de etanol.

A Lei do Combustível do Futuro prevê a possibilidade de ampliação da mistura para até 35%, desde que sejam atendidos os requisitos técnicos e operacionais. Nesse contexto, os 180 dias de vigência, prorrogáveis por mais 180, representam uma oportunidade para consolidar os resultados do E32 e acelerar os trabalhos que poderão subsidiar uma futura decisão sobre o E35.

“O E32 não deve ser visto como um ponto de chegada, mas como um marco rumo ao cumprimento de uma visão estratégica do setor. O período de vigência da medida permitirá ampliar o consumo de etanol e, ao mesmo tempo, acelerar os estudos necessários para que o Brasil avance ao E35 com total segurança técnica. O crescimento da demanda demonstra que o país pode reduzir sua dependência de combustíveis fósseis importados utilizando uma solução produzida aqui, com tecnologia nacional e matéria-prima renovável”, destaca o presidente-executivo da UNEM, Amaury Pekelman.

Etanol de milho amplia a capacidade de atendimento

Nos últimos anos, o etanol de milho figurou como um dos principais vetores de expansão da oferta nacional de biocombustíveis. A entrada em operação de novas biorrefinarias ampliou significativamente a capacidade de produção do país, garantindo o aumento não só da margem de segurança no abastecimento ao longo de todo o ano, como também da descarbonização da matriz energética brasileira.

Para a UNEM, a aprovação do E32 representa mais uma conquista nacional e reforça a posição do Brasil como referência mundial na produção e no uso de combustíveis renováveis. A entidade reafirma seu compromisso de colaborar tecnicamente com o governo e com toda a cadeia produtiva para que o país continue avançando na implementação da Lei do Combustível do Futuro, ampliando o uso do etanol e pavimentando as condições para a evolução futura ao E35.

 

Assessoria de Comunicação – Unem
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