25.04.26
Com E32, Brasil reforça estratégia de independência energética baseada em biocombustíveis
Medida será analisada pelo CNPE em maio e reforça papel estratégico do etanol de milho na estratégia energética nacional, avalia a UNEM
O Ministério de Minas e Energia indicou que levará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), na próxima reunião prevista para maio, a proposta de aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32). O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Silveira na última sexta-feira (24), em Uberaba (MG), e sinaliza um movimento concreto para reduzir a dependência externa, com potencial de conduzir o país à autossuficiência em gasolina.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão da produção nacional de biocombustíveis, com expectativa de avanço relevante na disponibilidade ao longo do ano. Esse cenário cria condições favoráveis para a ampliação da mistura, que já conta com respaldo técnico a partir de testes realizados anteriormente no país. A elevação do teor renovável, nesse sentido, se apresenta como uma alternativa viável e imediata para ampliar a disponibilidade interna.
Além dos efeitos diretos sobre o suprimento, a proposta dialoga com um ambiente internacional ainda instável, marcado por oscilações no mercado de petróleo e incertezas geopolíticas. Ao priorizar fontes renováveis de origem doméstica, o Brasil diminui sua exposição a essas variáveis externas e consolida uma diretriz baseada em previsibilidade e autonomia.
Nesse contexto, os biocombustíveis — com destaque crescente para o etanol de milho — assumem papel central na ampliação da oferta energética. O segmento vem registrando avanço consistente nos últimos anos, expandindo sua presença em diferentes regiões do país e contribuindo para a interiorização do desenvolvimento. Além de elevar a disponibilidade de combustível renovável, o modelo produtivo do milho impulsiona cadeias integradas, como a de coprodutos destinados à nutrição animal, promovendo eficiência econômica e agregação de valor.
A proposta deverá ter caráter inicial temporário, com vigência de 180 dias, prorrogáveis conforme deliberação do CNPE. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao fortalecimento da matriz energética brasileira, em linha com as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e com uma agenda de longo prazo orientada à diversificação, segurança e sustentabilidade.
Para a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o avanço do E32 representa mais do que uma resposta conjuntural ao cenário externo. Trata-se de um passo consistente na consolidação de uma matriz mais autônoma e resiliente, em que soluções produzidas no próprio país ganham centralidade como instrumento de segurança e proteção econômica, com o etanol de milho desempenhando papel relevante na garantia do suprimento, na geração de empregos e no desenvolvimento nacional.
Assessoria de Comunicação – Unem