09.02.26
Brasil avança no mercado global de DDG/DDGS e registra 879 mil toneladas exportadas em 2025

As exportações brasileiras de farelos de milho — conhecidos como DDG (grãos secos de destilaria) e DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) – os chamados Brazilian Distillers Grains – comemoram um crescimento relevante em 2025. Segundo dados publicados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e compilados pela UNEM, no período o país exportou 879.358,40 toneladas deste produto para a alimentação animal para 25 mercados, volume 9,77% superior às 801.101,27 toneladas registradas em 2024. Um avanço de 4,19% em relação ao ano acumulado do ano anterior, que consolida o DDG/DDGS como um importante vetor de agregação de valor da cadeia do milho e da bioenergia no agronegócio brasileiro.
Esse desempenho está diretamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 uma produção próxima de 10 bilhões de litros de etanol, além do crescimento na oferta de outros coprodutos derivados do processamento de grãos.
Com base nos dados do UNEM Data, a Turquia figura como principal destino em volume, responsável por 295,3 mil toneladas, o equivalente a 33,6% do volume total exportado. Em seguida aparecem Vietnã, 214,5 mil toneladas e a Nova Zelândia, 141,8 mil toneladas, que, juntamente com a Turquia, concentram mais de 70% do volume exportado. Espanha e Indonésia completam o grupo dos cinco maiores destinos, com destaque para a Indonésia. Mercados como Egito, Arábia Saudita, Uruguai, Austrália, Paraguai e Bolívia também começam a configurar como novos destinos.
O conjunto dos dados evidencia a diversificação geográfica das exportações brasileiras, com presença na Europa, Ásia, Oceania, Oriente Médio e Américas, combinando escala, competitividade e oportunidades de expansão.
Segundo a Diretora de Relações Internacionais e Comunicação da UNEM, Andréa Veríssimo, o convênio mantido entre a ApexBrasil e a UNEM desde 2023, e renovado em 2025 para um ciclo de mais dois anos, “tem permitido ao setor de etanol de milho e coprodutos prospectar, compreender, priorizar e comercializar com mercados internacionais, ampliando as fronteiras deste setor em franco crescimento, e trazendo mais possibilidades comerciais aos farelos de milho para alimentação animal em todos os continentes, além de abrir novas perspectivas comerciais futuras para os biocombustíveis renováveis como o etanol de milho, quer seja para o uso automotivo, aéreo (SAF), ou marítimo”.
OBS: Foram consideradas as NCMs 23021000 e 23033000 e valores maiores de 28,5 toneladas por mês, para reconhecermos o fluxo comercial já estabelecido e desconsiderarmos o envio de amostras.
Assessoria de Comunicação – Unem