14.05.26

UNEM participa do 4º Congresso Abramilho em meio a debates sobre sustentabilidade e bioenergia

Evento reuniu representantes do governo, do Congresso Nacional, da diplomacia e do setor produtivo para debater crédito rural, biotecnologia, segurança alimentar e geopolítica do agronegócio

 

A União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) participou nesta quarta-feira (13) do 4º Congresso Abramilho, realizado no Unique Palace, em Brasília. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André de Paula. Ao longo de três painéis temáticos, representantes do governo, do Congresso Nacional, da diplomacia e do setor produtivo discutiram crédito rural, biotecnologia, segurança alimentar e os impactos da geopolítica sobre o agronegócio brasileiro.

A UNEM foi representada por seu diretor de Relações Governamentais e Sustentabilidade, Thiago Skaf. “O 4º Congresso da Abramilho acontece em um momento de maturidade inédita para a cadeia do milho no Brasil. Somos o segundo maior produtor mundial e o maior exportador, mas o que transforma esse dado em estratégia é a capacidade crescente de agregar valor internamente — e o etanol de milho é a expressão mais eloquente disso. Em menos de uma década, o setor saiu do quase zero para cerca de 10 bilhões de litros de capacidade instalada, concentrado sobretudo no Centro- Oeste, e segue em expansão acelerada. Não se trata apenas de diversificar a matriz de biocombustíveis: trata-se de ancorar no interior do Brasil uma indústria de transformação sofisticada, que agrega renda ao produtor rural, gera emprego qualificado e entrega descarbonização real ao setor de transportes. O congresso de hoje é o retrato de um setor que deixou de ser promessa e passou a ser estrutura.”

Painéis e debates

Na abertura do congresso, o diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, afirmou que o Plano Safra e outros instrumentos de apoio ao produtor precisam avançar para garantir segurança e previsibilidade ao campo.

O primeiro painel, “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, concentrou discussões sobre crédito rural e crise de custos. Durante o debate, Alckmin mencionou a possibilidade de criação de um fundo garantidor para ampliar o acesso ao financiamento rural. Na área de energia, afirmou que o percentual de etanol na gasolina pode passar de 30% para 32% e declarou que o etanol de milho “é um sucesso”.

O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, apontou o sorgo como nova fronteira para o etanol. Segundo ele, o grão possui maior tolerância à seca e custo de produção mais baixo.

O painel também contou com a participação da senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e do deputado federal Pedro Lupion, presidente da FPA. Ambos abordaram temas relacionados ao cenário econômico do setor, custos de produção e crédito rural.

No segundo painel, “Inovação que alimenta o mundo: o futuro da segurança alimentar”, o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, defendeu a ciência e a tecnologia como instrumentos para o desenvolvimento da agricultura. O debate também abordou biotecnologia e cooperação entre Brasil e China.

Já o terceiro painel, “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?”, discutiu comércio internacional, protecionismo e dependência de fertilizantes importados. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que o Brasil pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador de produtos agropecuários do mundo ainda este ano.

 

Assessoria de Comunicação – Unem

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