17.03.26

UNEM destaca potencial do etanol no transporte marítimo em painel da 10ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol
 
Participação da UNEM no debate destaca versatilidade do etanol de milho e a diversificação de mercados para o biocombustível brasileiro
 

 
Na 10ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, realizada nos dias 11 e 12 de março de 2026 em Ribeirão Preto (SP), Guilherme Nolasco, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), atuou como moderador do Painel 6, com o tema “Avanços na Implementação dos Biocombustíveis no Transporte Marítimo”. O evento reuniu mais de 1.600 participantes e se consolidou como um dos principais fóruns de debate sobre o futuro do setor sucroenergético.
 
Ao lado de especialistas do setor sucroenergético e de transporte marítimo — incluindo representantes da A.P. Moller-Maersk e da Marinha do Brasil, por meio da Comissão Coordenadora para os Assuntos da Organização Marítima Internacional (IMO) — o painel discutiu avanços tecnológicos, regulatórios e estratégicos para a adoção de biocombustíveis, como etanol e misturas renováveis, no setor naval.
 
O encontro também abordou o papel dessas soluções no cumprimento das metas globais de descarbonização do transporte marítimo até 2050, estabelecidas pela IMO.
 
“O painel mostrou que estamos diante de um momento importante para os biocombustíveis no transporte marítimo. Com o crescimento da produção de etanol — tanto a partir da cana quanto do milho — surge um cenário de maior oferta e novas possibilidades de uso desse combustível como parte das estratégias globais de transição energética da navegação”, afirmou Nolasco.
 
Um dos pontos centrais do debate foi apresentado pelo Comandante Flávio Haruo Mathuiy, que representou a Marinha do Brasil nas discussões internacionais sobre navegação. Em sua participação, Mathuiy apresentou um panorama dos desafios regulatórios e dos processos de certificação conduzidos pela Organização Marítima Internacional, organismo global da navegação com sede em Londres.
 
“A discussão evidenciou que há uma convergência entre oferta, tecnologia e demanda. De um lado, o Brasil amplia sua produção de etanol; de outro, avançam as tecnologias de motores e as discussões regulatórias internacionais. Esse conjunto de fatores abre espaço para que o etanol tenha um papel relevante na descarbonização do transporte marítimo”, complementou o presidente-executivo da UNEM.
 
O painel também reuniu representantes da indústria naval e de energia renovável, que apresentaram diferentes perspectivas sobre a transição energética no transporte marítimo. Robert Klen, representando a Wärtsilä, destacou os avanços no desenvolvimento de motores dual fuel atualmente em testes de certificação, capazes de operar com diferentes combustíveis — como bunker, metanol e etanol — permitindo maior flexibilidade de abastecimento conforme a disponibilidade energética nos portos ao redor do mundo.
 
Já a European Energy apresentou iniciativas voltadas à produção de metanol de baixa pegada de carbono, incluindo projetos no Brasil que avaliam a produção de metanol verde a partir de biometano e do CO₂ capturado no processo fermentativo do etanol de cana e milho.

Etanol frente ao atual cenário internacional

Em um momento marcado por forte volatilidade no mercado internacional de petróleo e por temores de novas pressões sobre o abastecimento global de combustíveis, os biocombustíveis voltaram ao centro da pauta energética. O cenário geopolítico atual tem provocado elevação nos preços do petróleo e reavivado discussões sobre segurança energética — uma situação que, guardadas as proporções, remete ao choque do petróleo da década de 1970.
 
Nesse contexto, o Brasil surge em posição singular. Graças à consolidação de sua indústria de biocombustíveis, o país dispõe hoje de alternativas renováveis capazes de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e amortecer impactos externos no mercado de energia. Ganha destaque o etanol de milho, cuja produção cresce rapidamente no Centro-Oeste e amplia a oferta nacional de combustível renovável, fortalecendo a resiliência da matriz energética brasileira diante das oscilações do mercado internacional de petróleo.
 
Para a UNEM, entidade que representa o setor do etanol de milho — um dos segmentos mais dinâmicos da bioenergia brasileira —, o debate também evidenciou como a expansão desse biocombustível fortalece a oferta nacional de combustíveis renováveis e amplia a capacidade do país de responder a cenários de volatilidade no mercado internacional de energia.
 

Assessoria de Comunicação – Unem

imprensa@etanoldemilho.com.br