03.04.2025

Segunda Conferência Internacional Unem DATAGRO destaca avanços e desafios do etanol de milho no Brasil

O setor supera expectativas, amplia participação na matriz energética e se prepara para novas oportunidades.

Guilherme Nolasco: presidente da Unem
Foto: DATAGRO

 

Teve início nesta quinta-feira (3), em Cuiabá (MT), a 2ª Conferência Internacional Unem DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reúne produtores, investidores, autoridades e especialistas para debater o crescimento e os desafios do segmento. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela DATAGRO, a conferência aborda análises de mercado, avanços tecnológicos e estratégias para a expansão sustentável da cadeia produtiva.

Na cerimônia de abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a trajetória de crescimento do setor e os desafios futuros. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era um nicho desacreditado. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões de litros na safra atual (2024/25). Um crescimento expressivo que hoje representa mais de 23% da produção total de etanol do país”, afirmou Nolasco.

O setor, que já é uma realidade consolidada no Brasil, tem papel fundamental na segurança energética e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e alimentos proteicos. “Em 2019, projetávamos atingir 8 bilhões de litros apenas em 2030/31, mas essa meta foi alcançada antecipadamente. Para a próxima safra (2025/26), a projeção é de 10 bilhões de litros de etanol de milho”, pontuou.

Entre os desafios apontados pelo presidente da Unem estão a regulação de legislações como a do Combustível do Futuro, RenovaBio, biomassa e PATEN; a evolução do uso de novas tecnologias para ampliar a eficiência produtiva, em um cenário de margens reduzidas e valorização da matéria-prima; e o desenvolvimento do mercado para coprodutos, como DDG/DDGS. “O etanol de milho se tornou estratégico na matriz energética e na transição para uma economia de baixo carbono. Temos oportunidades de crescimento, mas também grandes desafios”, destacou.

Na agenda da instituição ainda estão: o combate à desinformação sobre a relação entre o custo do milho, a inflação e o etanol de milho, além da narrativa food vs. fuel;  a viabilização do SAF (Sustainable Aviation Fuel) e a transição energética na navegação; e a sustentabilidade dos investimentos diante do cenário de euforia do setor, oscilação do câmbio e juros elevados.

Setor segue em expansão

O setor de etanol de milho continua crescendo de forma acelerada. Atualmente, o Brasil conta com 25 biorrefinarias em operação. A produção projetada de etanol de milho para a safra 2025/26 deve demandar cerca de 20 milhões de toneladas de milho.

A produção de etanol de milho nacional atingiu 8,25 bilhões de litros na safra 2024/25 e deve crescer para 10 bilhões na próxima safra (2025/26). Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), coproduto altamente valorizado na nutrição animal, chegou a 4,05 milhões de toneladas nesta safra e deve atingir 4,84 milhões na próxima.

Fonte

Os dados setoriais usados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

Sobre a Unem

A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é a entidade que representa e fomenta o desenvolvimento do setor de etanol de milho no Brasil. Atua na defesa de políticas públicas, na promoção da sustentabilidade e na busca por inovações tecnológicas para fortalecer a cadeia produtiva do biocombustível.

 

Assessoria de imprensa Unem
Contato: imprensa@etanoldemilho.com.br