09.03.26

UNEM destaca o papel estratégico do etanol de milho na descarbonização da aviação durante o SAF LATAM Congress 2026

Andréa Veríssimo ressaltou que o Brasil possui rotas tecnológicas maduras, segurança regulatória e escala produtiva para o avanço do SAF na América Latina


A União Nacional do Etanol de Milho (UNEM)
participou da 2ª edição do Sustainable Aviation Futures LATAM Congress, realizada entre os dias 2 e 4 de março de 2026, no Grand Hyatt São Paulo. A UNEM foi convidada por sermos membros do CBPIO, Coalizão Panamericana de Biocombustíveis Líquidos. O evento reuniu lideranças globais, especialistas do setor aéreo, representantes da indústria de energia e formuladores de políticas públicas para discutir caminhos concretos para a descarbonização da aviação na América Latina.

A UNEM foi representada por sua diretora de Relações Internacionais e Comunicação, Andréa Veríssimo, que participou dos debates sobre a expansão dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) e o papel do etanol de baixa intensidade de carbono como solução imediata e escalável para o setor aéreo.

Diante da meta global de neutralidade de emissões até 2050, estabelecida pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), os SAFs representam atualmente a principal ferramenta disponível para a redução imediata das emissões da aviação, uma vez que tecnologias como hidrogênio e propulsão elétrica ainda não estão maduras para aplicação em larga escala.

Andréa Veríssimo ressaltou que o maior desafio global não está na tecnologia das aeronaves, mas sim na escala de oferta e no custo do SAF, cuja produção ainda é insuficiente frente à demanda projetada.

“Enquanto o mundo discute o tempo que novas matérias-primas levarão para alcançar maturidade comercial, o Brasil já tem a solução pronta e em grande escala. O caminho mais realista, eficiente e sustentável para produzir os biocombustíveis que a aviação precisa é a utilização de rotas tecnológicas maduras, como o ATJ a partir de matérias-primas convencionais”, afirmou a diretora.

Dados apresentados durante o evento indicam que o Brasil possui condições únicas para ampliar a produção de bioetanol sem necessidade de expansão da fronteira agrícola. Estudos do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) mostram que o fechamento de brechas de produtividade em culturas consolidadas, como milho e cana-de-açúcar, pode elevar significativamente a oferta global de etanol, viabilizando a produção de SAF em larga escala.

Outro ponto destacado foi o modelo brasileiro de integração entre alimentos e biocombustíveis. No caso do etanol de milho, a produção está fortemente associada ao cultivo do milho de segunda safra, realizado na mesma área e janela agrícola da soja.

“Para que isso fique claro e para responder àqueles que questionam a sustentabilidade sob a perspectiva socioambiental: precisamos enterrar de vez o falso e ultrapassado debate de alimentos versus combustíveis”. O que o Brasil faz hoje é “alimentos e biocombustíveis”. A nova realidade é a sinergia”, complementou Veríssimo.

A participação da UNEM também abordou os avanços regulatórios no Brasil, como a Lei do Combustível do Futuro, que institui o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), prevendo metas progressivas de redução de emissões para o setor aéreo a partir de 2027. Segundo a entidade, a indústria brasileira de etanol está preparada para atuar como uma das principais alavancas desse processo.

 

Assessoria de Comunicação – Unem

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